O texto do professor Claudio Bazzoni esclarece e aquece a leitura das aventuras do Cavaleiro da Triste Figura.
Leia aqui: http://www.usp.br/revistausp/74/14-claudio.pdf
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
A leitura tem que "picar" o leitor?
Franz kafka (em carta a oskar pollak):
“No fim das contas, penso que devemos ler somente livros que nos mordam
e piquem. Se o livro que estamos lendo não nos sacode e acorda como um
golpe no crânio, por que nos darmos o trabalho de lê-lo? Para que nos
faça feliz, como diz você? Seríamos felizes da mesma forma se não
tivéssemos livros. Livros que nos façam felizes, em caso de necessidade,
poderíamos escrevê-los nós mesmos. Precisamos é de livros que nos
atinjam como o pior dos infortúnios, como a morte de alguém que amamos
mais do que a nós mesmos, que nos façam sentir como se tivéssemos sido
banidos para a floresta, longe de qualquer presença humana, como um
suicídio. É nisso que acredito.”
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Dom Quixote e Raskólnikov
E você, meu caro, o que está lendo no momento?
09/12/2010Vêm chegando as férias e com elas o direito às leituras renunciadas ao longo do semestre. Eu mais ou menos sei o que quero ler nesses momentos, não o livro exato, mas o tipo de leitura: em geral, a) os grandes clássicos universais, b) os autores vivos, mas também – como não? – c) as releituras.
Já me aconteceu várias vezes de voltar, por exemplo, ao delicioso Don Quijote de la Mancha, não ao livro todo, mas a trechos inesquecíveis, para os quais sinto necessidade de retornar, como quem volta a uma velha cidade conhecida. Com sua concepção de literatura como entretenimento[1] e seu “escribo como hablo”, Cervantes é um autor agradabilíssimo. Sua sintaxe flui, provocando risos e sorrisos: solta, colorida. E vale a pena, mesmo para alguém tão inábil com línguas estrangeiras como eu, a aventura de ler ao menos alguns trechos em espanhol. A criatura de Cervantes – El ingenioso hidalgo Don Qvixote de La Mancha – inaugura o conflito central do herói das narrativas modernas: o descompasso entre o ser e o meio, a cisão entre o desejo e a realidade, conflito que é o de Werther (Os sofrimentos do jovem Werther, Goethe), o de Julien Sorel (O vermelho e o negro, de Stendhal), o de Ema Bovary (Madame Bovary, de Flaubert) e o de Raskólnikov (Crime e castigo, de Dostoiévksi), para ficar em alguns exemplos expressivos.
Li o Quixote aos vinte e tantos anos, com indicação e orientação da grande professora Maria Augusta da Costa Vieira, autora de um trabalho maravilhoso sobre a obra de Cervantes[2], o qual ampliou e deu significado ainda mais especial à minha leitura. Li a tradução de Sérgio Molina, na belíssima edição bilíngue da Editora 34, com ilustrações de Gustave Doré e excelente apresentação da própria Maria Augusta Vieira.
Convivo com o fidalgo de La Mancha por meio de outras personagens, reencontro-o no singelo Policarpo Quaresma (Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto), no divertidíssimo Geraldo Viramundo (O Grande Mentecapto, de Fernando Sabino) e entre dezenas de sonhadores incompreendidos, soterrados pelo pragmatismo e atropelados pela anomia moderna.
Crime e castigo é outro livro ao qual sempre retorno. Li-o três vezes. A primeira leitura foi ardorosa e provavelmente bastante ingênua, aos dezessete anos. Uma tradução indireta, do escritor Marques Rebelo, já que na época não existia esse grande volume de traduções diretas do russo. Daquela primeira leitura, as recordações são vivas. Lembro-me até dos lugares onde me sentei para ler: praças, terminais de ônibus, a mesa da cozinha de casa. Uma experiência fulminante. Riquíssimo foi o reencontro, mais de dez anos depois, pela tradução direta do russo, realizada pelo grande Paulo Bezerra. Ao contrário do riso, que salpica o trágico percurso de Quixote, a companhia de Raskólnikov provoca desassossego, desamparo, tristeza, paixões desesperadas. E mesmo assim é uma grande companhia, cujos ensinamentos calam profundamente. Pela técnica de Dostoiévski, que prima em dar voz a várias personagens, oferecendo assim diversos ângulos sobre os fatos do enredo, fica difícil classificar como secundárias as figuras de Razumíkhin, Sônia ou Svidrigáilov, pois têm um sentido profundo no enredo e oferecem, tanto quanto o herói, possibilidades de leitura da realidade. Por isso Raskólnikov é também o que dizem e pensam sobre ele as outras personagens da narrativa. A companhia então, nesse caso, se alarga: é uma galeria de pessoas que passam a fazer parte de sua vida. Sempre que me perguntam qual o livro de que mais gosto, respondo sem titubear: Crime e castigo. Não quer dizer que seja a pura verdade, mas quer dizer alguma coisa.
(disponível em http://prefaciocultural.wordpress.com/tag/editora-34, acesso em 7/12/12)
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Histórias de livros
"P.S. Eu te amo": Uma linda e surpreendente história de amor desvendada numa sessão de clube de leitura. E outras histórias tocantes, contadas por livreiros.
Leia aqui !
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segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Vestido de noiva na TV
Trecho da peça Vestido de Noiva, com Lílian Lemmertz e Edwin Luisi (TV Cultura, 1974, "Teatro Dois")
http://www.youtube.com/watch?v=yweLdagIpK4&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=yweLdagIpK4&feature=related
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
VESTIDO DE NOIVA
Obra inaugural e fundamental de Nelson Rodrigues, Vestido de noiva foi o livro escolhido para a leitura de novembro do Legere. Junte-se a nós e leia também!
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Leitura do mês de novembro
Seguindo nosso objetivo, nosso próximo autor será Nelson Rodrigues, o controverso autor cujo centenário também está sendo comemorado este ano. Vão aqui algumas sugestões de títulos para escolha:
A menina sem estrela (crônicas, Agir)
O óbvio ululante (crônicas, Agir)
Vestido de noiva (teatro, Nova Fronteira)
Nelson Rodrigues por ele mesmo (biografia, Nova Fronteira)
Leia mais:
http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&cd_verbete=814
http://www.nelsonrodrigues.com.br/
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